sexta-feira, 6 de maio de 2011

Quando pequena ela sentia a distância entre Rio e São Paulo. Dividida entre esses dois estados incrivelmente encantadores. Ali ela cresceu. Entre a selva de pedra e a beleza do Cristo. Quando pequena seu coração era carioca, chorava muito para não voltar a São Paulo, que lhe era cinza, frio e deserto. Mesmo estando em meio a um mar de gente, eram pessoas frias, egocêntricas, focadas demais, não tinha o calor e a preguiça carioca. Conforme foi crescendo ela foi vendo um outro lado de ser Paulistana, esqueceu o cinza e começou a ver as luzes do centro da cidade e aquela imagem velha de centro velho, incabível na sua cabeça. Como pode uma unica cidade ter dois cenários completamente opostos. Mas isso era bom, era a diversidade. Tinha o agito das luzes com musicas de fundo e o cinza de menina, com a trilha sonora dos carros e ciganos querendo de alguma forma sempre ler sua mão. Ela sempre fugia rindo, porque sempre acreditou que a linha da vida não poderia ser lida em nossas mãos, ate porque temos varias linhas. A linha da vida, é, e sempre vai ser o nosso coração. Quando ele dançar em um ritmo mais alinhado, quase que saindo pela boca, ai sim, você vai saber qual é a direção.

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