terça-feira, 31 de maio de 2011
Eu queria dizer tantas coisas aqui, mas isso seria me abrir de mais pra uma imensidão de pessoas que eu nem conheço, e, que talvez e obviamente eu nunca irá conhecer. Um único corpo perdido no meio de tudo e de nada, na luta interna de sempre querer se achar, mesmo as vezes chegando a acreditar que já se achou, confuso né?! Eu sou assim, uma incógnita, me contento e não com felicidade repentina, caiu fácil na depressão, me tranco, me privo, e saiu mais rápido ainda dela. Mesmo correndo atras de todos os meus objetivos, por dentro eu estou com a cabeça a milhão e em vários lugares. Eu me abro de um lado, e me fecho de outro. Eu quero ser o orgulho que a minha familia quer ver, e, mesmo vendada eu estou seguindo, por eles. Nunca me importei em ter muito, não preciso de muito dinheiro pra ser feliz. As minhas melhores recordações são as que eu estava mais no zero, quando eu não trabalhava, tinha o dinheiro contado que meus pais cediam, e ainda sim eu era muito feliz. Minhas bandas falidas, minhas músicas escondidas em um caderno jogado no meu quarto, o som do violão que parecia mais uma marcha de um funeral. Tudo muito do meu jeito, estranho, sem explicações, sem porque, os meus gostos sempre avessos, fotos abstratas, músicas psicodelicas, textos de dor sem doer. Eu sempre quis saber o que todo mundo estava pensando, não ali ouvindo o que elas diziam, mas olhando. Sei que nasci sozinha e vou morrer do mesmo jeito, mas assim como meus pais me ajudaram a nascer, eu sei que vou precisar sempre deles pra me ajudar a viver e sobreviver, mesmo não demonstrando e sendo sempre autoritária, pé na rua, eu sei e eles sabem. Tem hora que eu acredito de verdade que é impossível conviver com as outras pessoas, mas no mesmo momento eu reconheço que eu sim, sou de difícil convivência. Cabeça dura, opniosa, estressada, prefere aprender quebrando a cara, um modo duro de dizer agora eu sei, não vai mudar seus instintos, pode mudar o modo como os direciona.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário