terça-feira, 31 de maio de 2011
Eu queria dizer tantas coisas aqui, mas isso seria me abrir de mais pra uma imensidão de pessoas que eu nem conheço, e, que talvez e obviamente eu nunca irá conhecer. Um único corpo perdido no meio de tudo e de nada, na luta interna de sempre querer se achar, mesmo as vezes chegando a acreditar que já se achou, confuso né?! Eu sou assim, uma incógnita, me contento e não com felicidade repentina, caiu fácil na depressão, me tranco, me privo, e saiu mais rápido ainda dela. Mesmo correndo atras de todos os meus objetivos, por dentro eu estou com a cabeça a milhão e em vários lugares. Eu me abro de um lado, e me fecho de outro. Eu quero ser o orgulho que a minha familia quer ver, e, mesmo vendada eu estou seguindo, por eles. Nunca me importei em ter muito, não preciso de muito dinheiro pra ser feliz. As minhas melhores recordações são as que eu estava mais no zero, quando eu não trabalhava, tinha o dinheiro contado que meus pais cediam, e ainda sim eu era muito feliz. Minhas bandas falidas, minhas músicas escondidas em um caderno jogado no meu quarto, o som do violão que parecia mais uma marcha de um funeral. Tudo muito do meu jeito, estranho, sem explicações, sem porque, os meus gostos sempre avessos, fotos abstratas, músicas psicodelicas, textos de dor sem doer. Eu sempre quis saber o que todo mundo estava pensando, não ali ouvindo o que elas diziam, mas olhando. Sei que nasci sozinha e vou morrer do mesmo jeito, mas assim como meus pais me ajudaram a nascer, eu sei que vou precisar sempre deles pra me ajudar a viver e sobreviver, mesmo não demonstrando e sendo sempre autoritária, pé na rua, eu sei e eles sabem. Tem hora que eu acredito de verdade que é impossível conviver com as outras pessoas, mas no mesmo momento eu reconheço que eu sim, sou de difícil convivência. Cabeça dura, opniosa, estressada, prefere aprender quebrando a cara, um modo duro de dizer agora eu sei, não vai mudar seus instintos, pode mudar o modo como os direciona.
Vendo meu mundo de fora, eu observo que cada vez mais eu estou aonde eu queria e não queria estar. Ganhando e perdendo coisas, conhecendo e me distanciando de pessoas. Minha vida ultimamente esta assim. Rápida, agitada, é ou não é. Eu perdi tempo, não muito, mais o suficiente para que me fizesse correr hoje. Tenho 20 anos com o pé já nos 21, as vezes creio que cresci, as vezes vejo que eu me perdi. Me vendo de fora, me vejo tão menina, com sonhos tão infantis, com vontades, sorrisos, brincadeiras, gestos, olhares de uma menina ainda. Eu cresci, mas não perdi a essência, a criança interna sera eterna. As vezes tenho atitudes irritantes, mimadas, birrentas, mas eu não sei ser de outro jeito, não me ensinaram a formula do amadurecimento. Eu to levando isso como um soco na cara, aprendendo diariamente que nem tudo é do meu jeito, que nem tudo é fechando a cara e fazendo bico, que agora eu sou uma mulher, mesmo com aparência de menina. Meus sonhos não vão morrer com o crescimento, eu os tenho dentro de mim e isso ninguém pode tirar, se eu vou realiza-los ou não, isso eu já não sei, mas tem sonhos que não custam caro, e, as vezes é ate melhor apenas sonha-los, para ter em que acreditar, depositar fé e força em alguma coisa.
Esse ano esta sendo intenso, assim como eu gosto, desde as minhas tristezas, ate as minhas alegrias, nada morno, café com leite, mesmo que seja pra chorar que seja um drama, senão nem vale a pena gastar lágrimas a toa.
Minhas conquistas pessoais estão só começando, estou no inicio ainda de tudo que eu quero, mas agora eu sei caminhar, sei onde eu quero chegar, pra então querer ir mais além, querer chegar a outro lugar, nunca ficar parada, olhar pra frente e ver a linha infinita dos meus quereres, conquistar um, querer dois.
Esse ano esta sendo intenso, assim como eu gosto, desde as minhas tristezas, ate as minhas alegrias, nada morno, café com leite, mesmo que seja pra chorar que seja um drama, senão nem vale a pena gastar lágrimas a toa.
Minhas conquistas pessoais estão só começando, estou no inicio ainda de tudo que eu quero, mas agora eu sei caminhar, sei onde eu quero chegar, pra então querer ir mais além, querer chegar a outro lugar, nunca ficar parada, olhar pra frente e ver a linha infinita dos meus quereres, conquistar um, querer dois.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Sexta-Feira.
Hoje é sexta-feria e isso já me soa muito bem. A semana toda eu andei entorpecida dentro das minhas lamentações, mas hoje.. hoje é sexta-feira. Independente do peso que o mundo esta causando em mim e fazendo minhas costas doer, eu guardo tudo isso dentro de uma caixa, deixa pra Segunda-Feira. Ela merece isso. Eu assim como todos tenho teto de vidro, mas hoje é sexta. Não posso e não quero continuar entregue a uma foça sem prazo, já que ela não tem data de partida, eu me permito hoje, nessa sexta-feira deixar o vento bater na cara, sacudir o cabelo, esfriar e esquentar o corpo magrelo curtindo algum rock por ai, que não me decidi ainda. Talvez role uma ledSlay ao som convidativo de Rammstein, que é mais um soco na cara.. Du hast, ou ate mesmo um 'Te quiero Puta', ate porque de perto ninguém é normal, e as bocas jamais vão deixar de falar! Dois ouvidos e uma unica boca, ela deve ser mulher ne, e esta sempre lutando por igualdade/superioridade rs, brincadeiras a parte, ainda estou nesse escritório tedioso, quase que uma Utopia e o radinho que não para e obviamente hoje, mesmo sendo sexta ele não deu folga. 10hrs da manhã ao som desbocado e largado de 'Chatterton' de Ana e Seu Jorge, foi uma surpresa, trabalhei ate melhor, mesmo que aos pouquinhos eles estão entendendo e é como diz a letra.. Sangue sangue sangue, só espero que ninguém dê tiro no pé, no mais o dia foi/esta sendo como todos os outros.
Larguei os antibióticos, não gosto de bulas, de listagem, de programação certa do que vou ter no dia, trabalho e isso pra mim ja é demais. Eu sou desequilibrada e é isso que faz de mim ser quem eu sou, talvez se eu fosse diferente, se não tivesse minhas neuroses, minhas coisas desorganizadas mas que apenas eu sei onde está, uma forma de desorganização organizada, não seria eu. Eu sou esse desequilibrio todo, essa pessoa inconstante, mas levo flores no coração, sou boa pessoa. É, pensando bem, talvez desse jardim não brotara nenhuma rosa.
Larguei os antibióticos, não gosto de bulas, de listagem, de programação certa do que vou ter no dia, trabalho e isso pra mim ja é demais. Eu sou desequilibrada e é isso que faz de mim ser quem eu sou, talvez se eu fosse diferente, se não tivesse minhas neuroses, minhas coisas desorganizadas mas que apenas eu sei onde está, uma forma de desorganização organizada, não seria eu. Eu sou esse desequilibrio todo, essa pessoa inconstante, mas levo flores no coração, sou boa pessoa. É, pensando bem, talvez desse jardim não brotara nenhuma rosa.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Eu não sei como os outros me enxergam, e pra ser sincera, eu não sei nem como eu me enxergo. Tem vezes que eu saio me sentindo a pessoa mais foda, e volto me sentindo um lixo. De uma coisa eu tenho certeza, eu sou lunática ao extremo, eu me apaixono com uma facilidade doentia, e me desapego tão fácil como alguém escolhe um sapato em promoção. Talvez esse seja meu maior defeito, desistir das coisas de uma maneira rápida, mas seria equivocado dizer isso, porque tudo que eu realmente quis eu consegui, fui atrás... Eu sinto uma inconstante mudança de humor e de auto-sentimento. O que me magoa mesmo, é o desapego dos outros em relação à mim. Eu sinto um enorme anseio de ser amada e querida por quem eu amo. Porque quando eu amo, amo até os ossos, amo até doer.
Sei lá, escrever me alivia. Mesmo que não haja sentido algum e as palavras não se liguem de uma forma poética, alivia. E eu ando escrevendo pra preencher um vazio incalculável que há dentro de mim. Sabe... Agora, tô achando que eu tinha tudo pra dar
Sei lá, escrever me alivia. Mesmo que não haja sentido algum e as palavras não se liguem de uma forma poética, alivia. E eu ando escrevendo pra preencher um vazio incalculável que há dentro de mim. Sabe... Agora, tô achando que eu tinha tudo pra dar
Eu to aqui transbordando sensações egoístas, ouvindo canções de amores desfeitos buscando inspiração pra desfazer ou não o meu, quer dizer amores não se desfazem e sim os contratinhos que criamos para decorá-lo ou demolí-lo, nunca me decido sobre essas coisas, mas eu pensava mesmo em abrir bem as janelas do quarto pra esse cheiro sair e respirar outros ares, parar de comer doces seria bom também e definitivamente escrever uma carta pra você, dizendo como sou grata por ter dito exatamente tudo que eu queria dizer hoje e não sabia, como disse Renato Russo naquela música… bondade sua me explicar com tanta determinação exatamente o que sinto, como penso e como sou, eu realmente não sabia que pensava assim, alienadinha numa dor de cotovelo básica que poderia vir num agosto, maio, mas veio agora em dezembro mesmo, onde eu não tinha nenhuma lembrança ruim, mas meu drama de menina intensa e desvairada não deixaria um mês passar em branco. Vou fazer um chá pra curar essa leseira
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Eu gosto do gosto amargo, forte e insaciavel. Dos sorrisos sem porque, das tristezas que ficam mais profundas ou ate mesmo do sono intenso. Seja em uma festa de família ate o mais doido rock'n'roll, ela sempre cai bem. O alcóol nos foi dado de presente como uma forma de esquecimento repentino, de atrevimento, da libertação do eu interior á explosão externa. Todo timido precisa de um gole, toda tristeza precisa de um fundo de copo de botequim, toda alegria precisa de vários copos pra extravasar. Quem não bebe não tem história. Deixando claro que eu sou a favor sim, dos bons apreciadores do alcóol e não dos chamados 'prisioneiros'. Sou a favor da liberdade extrema.
Mais uma vez eu me entreguei. Não foi fácil, não está sendo. Chorando por exatos 2 dias, era assim que eu estive. Nunca mais pensei em sentir aquela pressão que comprimia meu peito novamente. Me faltava ar, me senti fora do mundo. Ouvi tudo que eu não queria, tudo que meu coração se negava a acreditar. Eu ouvia e ele respondia, como quase que parando, eu estava ali, na rua, no frio, como um nada.
Talvez era assim que ele queria que eu estivesse. Sempre sendo forte, escondida atras de uma armadura que criei, dessa vez eu tenho que admitir, eu fraquejei. Deixei que toda a dor passa-se por entre meus olhos. Minhas mãos já não davam conta de segurar as lágrimas, nem de esconder de quem passava. Todos me viram vulnerável.
Hoje estou marcada pela dor, não a esqueço, não quero. É lembrando de cada lágrima, de cada pontada desalinhada que meu coração dava é que vou levantar a cabeça. Eu não preciso disso, não quero. Todo mundo erra, de um forma ou de outra. Ninguém é tão alguém que não precise de alguém, ninguém é tão santo a ponto de não ter pecados. Eu tenho tudo isso. Meu acerto começou quando os comecei assumir, não pelos outros, mas por mim. Não quero uma vida entorpecida e sim vivida. Ninguém por mais errado que seja merece humilhação, foi assim no passado é assim agora. Afinal, quem não tiver pecados que atire a primeira pedra não é mesmo?! ..
Eu erro assim como todo mundo, mas vendo de fora é mais fácil se safar e colocar mais peso no erro alheio. Hipocrisia. Não me arrependo de nada. Fiz sim, e se pudesse voltar no passado, faria tudo pior!
=**
Talvez era assim que ele queria que eu estivesse. Sempre sendo forte, escondida atras de uma armadura que criei, dessa vez eu tenho que admitir, eu fraquejei. Deixei que toda a dor passa-se por entre meus olhos. Minhas mãos já não davam conta de segurar as lágrimas, nem de esconder de quem passava. Todos me viram vulnerável.
Hoje estou marcada pela dor, não a esqueço, não quero. É lembrando de cada lágrima, de cada pontada desalinhada que meu coração dava é que vou levantar a cabeça. Eu não preciso disso, não quero. Todo mundo erra, de um forma ou de outra. Ninguém é tão alguém que não precise de alguém, ninguém é tão santo a ponto de não ter pecados. Eu tenho tudo isso. Meu acerto começou quando os comecei assumir, não pelos outros, mas por mim. Não quero uma vida entorpecida e sim vivida. Ninguém por mais errado que seja merece humilhação, foi assim no passado é assim agora. Afinal, quem não tiver pecados que atire a primeira pedra não é mesmo?! ..
Eu erro assim como todo mundo, mas vendo de fora é mais fácil se safar e colocar mais peso no erro alheio. Hipocrisia. Não me arrependo de nada. Fiz sim, e se pudesse voltar no passado, faria tudo pior!
=**
segunda-feira, 23 de maio de 2011
A vida me sorriu...
Hoje eu posso dizer que estou esbanjando alegria verdadeira através dos meus sorrisos. Hoje por mais que nem 'tudo' tenha se resolvido, meu sorrisos tem exatidão, transparecem o que de verdade estou sentindo.
Depois de dois dias seguidos chorando loucamente e com muito sentimento, eis que Deus me ouviu. Eu sabia que não podia ser verdade, tinha uma voz dentro de mim que me dizia isso, mas os fatos, as fotos, toda essa falsidade, ruindade humana, me mostrava o que parecia ser obvio, mas na verdade e graças a Deus não era. Agora eu sei como eu me sentiria, porque por mais que seja mentira, eu senti de verdade. Tomei o peso dessa situação e me entreguei em lágrimas, era o fim.
Eu não sei porque as pessoas fazem essas coisas, de verdade não sei. Hackearam meu orkut, mas não me chingaram, não zuaram minhas fotos, só estão se passando por mim, criando comunidades de muleques zicas e todos os zicas e divulgando. Estão usando minha imagem e agora isso, um orkut fake pra me atingir e destruir tudo de mais bonito que existe dentro de mim, que é por ele.
Sempre achei que a criança fosse eu mesma, mas hoje em dia vejo que muitas pessoas que se julgavam adultas no passado estão sofrendo um 'retardo mental' e, ao invés de evoluir, estão regredindo cada vez mais.
Depois de dois dias seguidos chorando loucamente e com muito sentimento, eis que Deus me ouviu. Eu sabia que não podia ser verdade, tinha uma voz dentro de mim que me dizia isso, mas os fatos, as fotos, toda essa falsidade, ruindade humana, me mostrava o que parecia ser obvio, mas na verdade e graças a Deus não era. Agora eu sei como eu me sentiria, porque por mais que seja mentira, eu senti de verdade. Tomei o peso dessa situação e me entreguei em lágrimas, era o fim.
Eu não sei porque as pessoas fazem essas coisas, de verdade não sei. Hackearam meu orkut, mas não me chingaram, não zuaram minhas fotos, só estão se passando por mim, criando comunidades de muleques zicas e todos os zicas e divulgando. Estão usando minha imagem e agora isso, um orkut fake pra me atingir e destruir tudo de mais bonito que existe dentro de mim, que é por ele.
Sempre achei que a criança fosse eu mesma, mas hoje em dia vejo que muitas pessoas que se julgavam adultas no passado estão sofrendo um 'retardo mental' e, ao invés de evoluir, estão regredindo cada vez mais.
É bom estar só, principalmente quando não se pode estar na companhia "certa".
Tirei isso de um dos comentários daqui mesmo, do meu blog. E é exatamente isso que eu quis passar. Não basta estar com todos ou com um a pessoa, se essa não é 'a pessoa'. Seu coração não vai parar de bater, nem sua vida de seguir. Deixando bem claro que, não estou dizendo pra você se humilhar, entrar na depressão, e sim, de você ver a vida mais por dentro, fazer de você a sua companhia e não pensar que esta só e fazer disso um estado. Meu estado atual é querer ficar sozinha, não interrompendo o ciclo natural da vida e nem me dando de presente pra qualquer um, só pra não estar só.
Tirei isso de um dos comentários daqui mesmo, do meu blog. E é exatamente isso que eu quis passar. Não basta estar com todos ou com um a pessoa, se essa não é 'a pessoa'. Seu coração não vai parar de bater, nem sua vida de seguir. Deixando bem claro que, não estou dizendo pra você se humilhar, entrar na depressão, e sim, de você ver a vida mais por dentro, fazer de você a sua companhia e não pensar que esta só e fazer disso um estado. Meu estado atual é querer ficar sozinha, não interrompendo o ciclo natural da vida e nem me dando de presente pra qualquer um, só pra não estar só.
Acreditar em tudo que todos falam é burrice, você se torna sem opnião própria. Você pensa que conhece alguém e faz de tudo por ela, mesmo o seu único erro tendo sido a imaturidade, que ainda sim era verdadeira, ate que você cresce e vê que NADA daquilo que você conheceu existe. Pessoas crescem e amadurecem, algumas continuam no seu ciclo fechado.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
O passado diz muito quem eu não sou hoje. Metamorfose. As coisas estão sempre mudando de lugar, cabeças de opniões, corações de amores, e por ai vai. Não sei se meu coração matou, apagou ou apenas congelou tudo que havia em mim de mais bonito. O antes me ajudou no meu agora, MUITO. Ando com os meus iguais e ate mesmo com os desiguais, aceito as diferenças, respeito conceitos, desde que respeitem os meus. Não sou muito exigente, chego a não ser quase nada. Me conte uma boa história, me faça sorris, entre na minha neurose alcoólica e vamos viver a vida como ela é, ou como imaginamos. Porque não? Podemos inventar um mundo nosso, uma cúpula de sobrevivência instável, mesmo que temporária, que que tem? Eu prefiro sofrer depois da descoberta, os pessimistas são pessoas que mais sofrem, porque sofrem antecipação. Eu não. Eu deixo rolar, deixo vir, estilo motherfucker, rock all night, obrigando o mundo a girar mais depressa, mesmo que seja só em nossas cabeças, não tem problema se no outro dia você acordar curtindo uma ressaca, isso mostra o quanto foi bom no dia anterior, o quanto você esta vivo. Ontem pra mim foi assim, e hoje estou aqui recebendo elogios do chefe. Escutar que sou gente boa, que tenho um carisma pessoal, só me faz ter mais êxito nesse estilo leve de vida. Com preocupações ou não, cada dia que passa eu estou envelhecendo, não preciso fazer isso de uma forma precoce. Deixa vir.
Estou na temperatura atual do tempo. Gelada. Passou despercebido, só foi acontecendo, e quando dei por mim, cá estava eu, sem ninguém, sem querer estar com alguém.
Isso acontece, mesmo não sendo natural, acontece. Eu não consigo ver minha vida dada de presente a alguém. Quando penso nisso, logo me vem a cabeça a dor, o amor perdido, o torpor de noites inteiras. Dor não é amor, mas amor pode ser dor. não é querer ficar sozinho, é se sentir bem assim. é um estado. Postei isso no meu twitter e algumas pessoas ate me perguntaram o porque, mas como diversas coisas que há em mim, não sei responder!
sexta-feira, 13 de maio de 2011
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Hoje o dia esta normal, nem sol, nem chuva, nem frio, nem calor. Detesto dias assim, sem definição. Acordei esperando o sol, o calor, sentir minha pele queimar e nada. Se eu dissesse que eu gosto da minha rotina eu estaria louca e sendo muito mentirosa. Chego todo dia atrasada, acho que pra satisfazer o ego, e não estar 'mecanicamente' cumprindo horários diariamente, apesar de que, chego atrasada todo dia, ate isso ja virou rotina, ja virou meu horário. As novidades da minha vida estão sumindo, acho que eu conheci tudo rápido demais. Agora vivo nesse banho-maria. Saídas planejadas, rotina assalariada, o radinho que toca todos os dias as mesmas musicas, as mesmas brincadeiras e os mesmos sorrisos. Eles não se cansam, mas eu canso. Tô cansada! Nesse exato momento a rádio toca Ana Carolina & Seu Jorge, pleno 12:00 do dia, eu esperando o almoço que nunca almoço pra poder durmi, jogada no sofá onde ninguém nem senta, e essa melancolia, como se o trabalho já não fosse tedioso demais, eles ainda conseguem piorar e transformar isso aqui em uma tortura.
É revoltante pra mim, saber que estou aqui sem fazer nada, passando e repassando as mesmas paginas de internet, as vezes atendendo a um telefonema, navegando na vida dos outros, expondo a minha, enquanto tem um mundo inteiro la fora, e eu aqui, gastando vida a toa.
Em uma dessas de fazer nada, fazendo tudo, eu conheci um palhaço. Na rua, no farol, no seu local de trabalho. As pessoas tem muito preconceito contra essas pessoas, mas eu não, eu sou da rua, e queria estar la agora fazendo a mesma coisa que ele. Atravessei a rua enquanto o farol estava fechado e ele me acompanhou com os olhos, assim que o farol abriu ele correu para a calçada em minha direção. Não fiquei com medo. Eu não tinha nada que o interessasse, se fosse me roubar, levaria um cachorro-quente amassado que se desfazia na minha mão. Ele perguntou meu nome e eu o dele. Dali ja fomos para o famoso bosque-maia, sem maldade, sem segundas intenções. As vezes as pessoas precisam apenas conversar, com pessoas desconhecidas, que acham que nunca mais vão ver, porque ali você pode ser de verdade. No meio daquele bosque ele encheu meus olhos com a bola de contato, passando sobre seus braços, parando na sua nuca e como um passe de magica ela ja estava intacta em sua cabeça. Ele não era um morador de rua, tem familia boa, mas escolheu a rua, escolheu ser artista circense. Ele faz teatro, trabalha em circo, e o farol? o farol era mais uma de suas experiências. Ele gostava de quando estava a toa, ir para a rua, para o farol, gostava de ver a reação das pessoas com a arte em situações inusitadas e tudo isso ele escrevia em seu caderno.
'.. há pessoas que tratam a arte como uma fuga em instantes da realidade, se deixam olhar, admirar e ate deixa escapar aquele sorriso meia boca, meio sem graça. Há pessoas que nem a conhecem, e a tratam como 'palhaçada remunerada': Toma ai menino seu trocado e deixa eu passar...'
Passei uma tarde inteira com ele e nem vi a hora passar, brinquei com sua bola de contato que é importada, ate a deixei cair no chão, olhei sem graça, esperando o grito, e tudo que ele disse foi: È, você precisa de muito treino! Rimos, nos despedimos e ele foi embora. Atualmente ele esta em minas com seu grupo circense, mostrando sua arte, tirando reações de pessoas nas esquinas e as escrevendo em seu caderno cheio de desenhos, rabiscos e histórias, de pessoas de verdade, do cotidiano.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Dizem que quem procura acha, eu, como sou toda avessa, procuro e não acho nada. Não sei ao certo o que eu quero, mas sei do que sinto falta. Sinto falta de alguém ali do lado pra voltar. Não quero casamento, papéis assinados, status familiar. Quero apenas alguém que me olhe mais de perto, que sinta a minha respiração, que ouça o pulsar verdadeiro do meu coração, e, não que o conheça apenas pelas minhas palavras frias, do que na verdade não estou sentindo.
Eu sei que procurando eu não vou achar, não é algo imediato, é inesperado. Talvez andando meio a milhões de pessoas ou no deserto, eu o ache, e quando isso acontecer eu vou saber.
Em um ritmo diferente, ela se agarrava a ele tentando não ir embora. Sempre assim. Idas e vindas. Sempre uma partida sem porque. Ela simplesmente cansava. Amando ou não, ela sentia a nescessidade de ir embora. Não pra muito longe, as vezes permanecia ali, intacta de sentimentos, mas fugia de tudo que era compromisso. Não gostava de nada selado, gostava de sentir, de gostar, do beijo doce, dos abraços sem maldade, das mãos dadas como proteção. Ela espera abraçar o mundo, e, quem poder que a acompanhe, quem não poder, ceda a ela momentos felizes e quentes, ja esperando o prazo de validade. Nada na vida é eterno, ela tambem não poderia ser. Ela gosta de sensações, do novo e de novo. Criando sementes dentro de sí mesma, ela tenta não olhar pra traz, não se apegar, mas como uma roda-gigante ela esta sempre ali, cumprindo seu modo de vida, selando seu ciclo, Mesmo que sem querer ela não se prende, não consegue e vai embora.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Aqui eu mostro o lado bom das minhas experiências ruins. Nada nunca é em vão. Não foi em vão. Não vai ser em vão. Eu continuo errando e aprendendo, aprendendo sem errar. Estou no ciclo, faço parte das estatísticas. Eu fico imaginando a vida das outras pessoas, se é igual a minha, se queriam ter igual a minha, ou se apenas se contentam em serem sobreviventes no mundo da guerra. Há quem se contente em ser mais um alface humano, eu não. Sei que nasci pra morrer, mas não vou fazer isso de uma forma tão monitorada. Morremos para que outros nasçam, passamos a vez para o futuro, que assim como nós vão adorar a velharia, o passado, seja em musicas ou livros, eu to falando de história, e, é isso que eu quero ter.
Eu não sei qual é a ideia que cada um que lê aqui tem dos punks, ainda mais depois dos últimos acontecimentos, mas eu posso afirmar que tudo que eu vivi com eles foi de uma loucura só. Eu sou do tipo de pessoa meio 'nômade', assim digamos, estou em qualquer lugar, com qualquer galera, desde que eu aprove.
Uns dos punks eu conheci no meu tempo de escola, mas não andava com eles. Depois de uns anos os reencontrei na famosa matriz, o point pra jovens que querem se libertar e colocar todo o gás pra fora. Ali eu costumava dizer que você conhecia o verdadeiro 'eu' das pessoas. Ali elas eram de verdade. Os filhos que em casa eram enrustidos, ali eram gays, alcoólatras, putas. As vezes estavam ali pra matar uma depressão ou se afundar ainda mais dentro delas. Chegava a ser irônico, uma igreja no centro da cidade, que ao invés de arrecadar fiéis, acolhia um monte de mentes pertubadas em sua calçada. Eu estava ali no meio daquele mar de gente, tentando de alguma forma não me afogar. Eu nunca gostei de estar ali, hoje em dia nem vou mais, mas as vezes eu chego a acreditar que eu tive que estar nesses lugares e viver essas situações, o porque disso, nem me pergunte. Dali, os punks eram os mais errados, mas os de mais bom coração. Viviam em comunidade fechada, o mundo era deles e de mais ninguém. Tinha que saber chegar, pra poder chegar. Eu vivia alheia a tudo isso, mal sabia que no tempo de hoje ainda existiam punks. Me infiltrei e passei a conhecer o modo de vida deles. Eu não era um deles, mas fazia parte da bagunça. Minha vida mudou radicalmente, eu sabia dos perigos que eu corria, mas eu ja não sabia mais viver sem aquela excitação toda. Conforme fui vivendo, fui aprendendo, quem são os verdadeiros 'pilantras', cheguei a bater de frente com eles dentro de um mercado, eu e minhas amigas, o medo existia é claro, mas o sangue quente falava mais alto. Tudo por causa de uma jaqueta, que uma das minhas amigas (atualmente presa) estava usando. Fora 88, que em outras palavras seria contra Hitler, tudo bem que ele morreu e tudo aquilo acabou, mas fora as suas idéias, que vingam vida na cabeça de pessoas pequenas. Ali foi o meu primeiro encontro com os 'skins heads'. Eu não tinha uma exata noção de onde eu estava entrando, nem sabia aonde eu queria chegar, mas sabia que eu chegaria a algum lugar. Passando os dias eu e minha cabeça viajante começou a entender o submundo, o mundo underground, o mundo que a sociedade em sí não mostra e ate mesmo não conhece. Os galpões pichados, sujos, fedidos, que acolhia milhares de iguais em shows falidos, com letras anarquicamente expressivas, na busca de um único sonho, diria ate que impossível, de liberdade social. Mas ali eles eram felizes, com suas pingas ruins e baratas, as vezes ate achadas em macumbas, ou pelas calçadas do centro velho da cidade. Eu conheci o verdadeiro lugar onde o filho chora e a mãe não vê. Vi adolescentes que agiam como adultos na luta contra o governo, ou achavam que era isso que estavam fazendo, mas não passavam de jovens, as vezes, crianças com cabeças cheias de planos, e os matando diariamente em garrafas de alcoól. Talvez eles vissem, no fundo daquela garrafa, os conflitos que existiam dentro deles mesmos, e os tentava engolir.
Meu corpo dói como se ja não suportasse mais. O tédio e a nostalgia tomam conta de mim diariamente. Trancada por exatas 10 horas dentro dessa sala minuscula, eu fico lembrando de como era minha vida antes de estar aqui cumprindo horários. Eu nunca fui uma pessoa convencional, nunca quis estar de acordo com o que a sociedade nos força a engolir, eu odeio status. Eu gostava de acordar tarde no meu quarto bagunçado, de ficar horas na frente do espelho contra a luz do vitrô, de tomar café no horário de almoço, de deitar no sofá e ficar imaginando o que o dia iria me trazer. As vezes eu não fazia nada, as vezes eu estava em lugares que eram inimagináveis, situações que ate eu desacreditava, e, as vezes eu estava simplesmente curtindo uma foça dentro do meu quarto bagunçado e compondo minhas melancolias.
Não fazer nada, é como que, basicamente, poder fazer tudo. Você é livre, não esta presa no sistema que te consome, te desgasta. Pode estar aqui e ali na hora que você bem entender, mas tudo tem um preço, e, infelizmente não tem como pagar as contas com meus papeis rabiscados.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Eu tinha 16. Tudo que eu fiz, era pra ser feito, era minha fase, minha vez. Desde que tudo começou, eu sempre disse dos anos que nos diferenciava, mas você dizia não ligar, mas ligou e não suportou o peso da minha imaturidade. Não me arrependo, porque antes de tudo começar eu avisei, por diversas vezes, mas nunca me escutou, preferiu me partir em milhões pra então dizer: Você tinha razão, você é imatura demais. Dali já não adiantava mais. Meu coração ja não era mais meu. Montando cada pedaço que ficou no passado, ainda há um pouco de você sobre os cacos, mas nada que me fira.
Acordei. Acordei de verdade, e, acordei pra tudo. Hoje eu sinto que algo em mim mudou. Em relação a tudo.Hoje eu aceito a distância que o tempo causou, e, as novas coisas que ele vem me dando. Estou tentando de novo, não esta sendo fácil deixar de lado uma grande parte da minha história, mas vai ter que ser assim pra mim, enfim, iniciar uma nova etapa da minha vida. Eu tenho que amar de novo e deixar que me amem. Dias atras me disseram exatamente isso: "não adianta se esconder atrás de um bloco de gelo, da pra te ver." A unica coisa que me veio a cabeça foi: Nossa, olha como as pessoas estão me vendo. Realmente estou a 1 ano sem ninguém e sem permitir que isso aconteça, me fechei, bloqueei, não cai em outros braços para então esquecer os seus. Eu sou uma mulher, e, não preciso de garotos pra preencher quadrinhos. Muita coisa mudou, e eu vivi como se tivesse sonhando, era feliz, mas acordei. Se é pra levar uma vida como um sonho, que seja pra nunca acordar.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Que seja infinita minha vontade de viver, minha arte de amar, de perdoar, de sentir, de ouvir, de aprender. Que seja infinita minha paciência, minha cautela, meu espirito jovem. Que seja infinito meus sorrisos, meus sonhos realizados e não realizados. Que seja infinita minhas idéias, meu canto, minhas letras, meu ritmo. Que seja infinita minha doçura, minha infantilidade, meu ar. Que seja infinito meu sangue quente, meu rock, minha 'testosterona'. Que seja infinito enquanto tiver vida, fôlego, disposição. Que a alma nunca se perca do corpo, e o deixe parado, morrendo por ai...
Quando pequena ela sentia a distância entre Rio e São Paulo. Dividida entre esses dois estados incrivelmente encantadores. Ali ela cresceu. Entre a selva de pedra e a beleza do Cristo. Quando pequena seu coração era carioca, chorava muito para não voltar a São Paulo, que lhe era cinza, frio e deserto. Mesmo estando em meio a um mar de gente, eram pessoas frias, egocêntricas, focadas demais, não tinha o calor e a preguiça carioca. Conforme foi crescendo ela foi vendo um outro lado de ser Paulistana, esqueceu o cinza e começou a ver as luzes do centro da cidade e aquela imagem velha de centro velho, incabível na sua cabeça. Como pode uma unica cidade ter dois cenários completamente opostos. Mas isso era bom, era a diversidade. Tinha o agito das luzes com musicas de fundo e o cinza de menina, com a trilha sonora dos carros e ciganos querendo de alguma forma sempre ler sua mão. Ela sempre fugia rindo, porque sempre acreditou que a linha da vida não poderia ser lida em nossas mãos, ate porque temos varias linhas. A linha da vida, é, e sempre vai ser o nosso coração. Quando ele dançar em um ritmo mais alinhado, quase que saindo pela boca, ai sim, você vai saber qual é a direção.
A diferença não afasta, aproxima! O outro, o estranho e o novo. Chama, cativa, seduz. Dois corpos, um neutro e um rabiscado. Rabiscado pela vida, pelas emoções, que ficam gravadas na pele como história, rabiscado pelos anos que se passam.
O alinhamento de dois corpos não esta no que tem nele, e, sim no que vem dele.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
A vida cobra e não da pra esperar! Parece que ontem eu me via deitada trancada no meu quarto lendo Christiane F., que por sinal ganhei de aniversário de 15 anos, e hoje me vejo aqui, em uma sala de escritório, com 20 anos e como sempre escrevendo, tem coisas que não mudam nunca. Eu andei me avaliando e percebi que sou uma pessoa muito inconstante. Quando menor queria ser modelo, mesmo me achando feia, aquele glamour todo, dinheiro que eu achava fácil me parecia muito comodo, conforme fui crescendo perdi o gosto, o tesão por isso tudo e me infiltrei em uma banda, que chegamos ate a tocar com bandas famosas do momento, como Gloria e Fake Number, passado isso perdi aquele gás de menina roqueira, maloqueira, cara amarrada. Fui percebendo que os tão esperados 18 já estava batendo a porta, mais rápido ate do que eu esperava, não o vi, não senti, apenas veio, e, ali era pra começar uma vida profissional e madura, mas não foi assim, como tudo na minha vida nunca foi habitual, isso também não. Com 18 eu não trabalhava, gastava o dinheiro dos meus pais em noitadas quentes de puro rock'n'roll, não estudava e não gostava nem um pouco de ouvir meus pais falando disso. O tempo foi passando e eu fui perdendo as pessoas que gostavam de mim de verdade e que só queriam que eu levasse uma outra vida, mas eu não queria saber, ate que fui vendo as pessoas as quais estavam comigo, na mesma irresponsabilidade e rebeldia parando em hospitais, porque chega uma hora que o corpo pede arrego, sendo presas inocentementes e eu ali no meio daquela muvuca, tendo tudo que eu queria, tendo pais que mesmo eu errada, me davam conselho, puxões de orelha e sempre que eu precisasse eles estavam ali. Meu pai já chegou ate a sugerir que eu viajasse para o rio de janeiro ou fosse estudar na argentina, mas não era nada disso que eu queria, eu estava impossível, não tinha mais vida familiar, meus irmãos menores me olhavam estranho pela minha ausência, mesmo estando na mesma casa eu estava fora do ar. Eu não vi e nem sei como eu cheguei a esse ponto, não vi as coisas passar e não me vi mudar tanto. As pessoas diziam que eu tinha mudado, e, eu achava que não, mas realmente quem vê de fora ver melhor, porque eu olho pra traz e vejo a minha antiga vida, ou melhor, meu antigos hábitos e vejo realmente que eu mudei, mudei porque eu não era daquele jeito, eu me tornei daquele jeito. Tive uma crise respiratória logo que cheguei em casa pela madrugada, meu pai trabalhando, minha mãe durmindo e eu morrendo. Não queria e nem podia acordar ela aquela hora, 4:30 da manha, e, eu estava chegando, mas não teve jeito, mais uma das milhares de vezes foi a ela que eu recorri, ou pelo menos tentei. Abri a porta do quarto dela e me joguei na cama, ali comecei a suar, meus poros ficaram enormes, eu goticulava suor, vomitava sem parar e não respirava. Minha mãe enlouquecendo sozinha, sem conseguir falar com ninguém, quase que comigo nos braços me levou ao hospital. Tomei varias injeções, soros com remédios, tive que iniciar um tratamento com 2 cartelas diferentes de anti-bioticos, passar de 3 em 3 horas rinossoro e assuar, porque se eu engolisse aquele liquido podia ir para o meu pulmão, eu estava com Infecção respiratória. Na mesma semana era meu aniversário de 19 anos, meu pai sempre me dava dinheiro com um bom valor, mas nesse não, me deu roupas e pediu para que minha melhor amiga na época não me deixasse beber, porque eu poderia ate morrer, preocupado eu sabia que ele estava, mas ele não me demonstrava, me demonstrava estar feliz e fez esse pedido a ela escondido, minha mãe que tinha preparado já uma pequena festa com caixas de cerveja, as escondeu na casa de uma tia de consideração, onde la ficou ate hoje e eu nunca as vi. Fui para o shopping comemorar e pela primeira vez eu comemorei comendo, sentada, longe do agito. Dali eu percebi que eu não estava fazendo mal somente a mim, mas a todos que me amavam, e que mesmo com toda a rebeldia eu sabia que eu os amava também, acima de qualquer coisa, são minha familia, e eu os amo tanto que quando olho pra tudo isso me dói. Hoje eu sei que não posso mudar o passado, mas posso fazer diferente, e, eu estou fazendo.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Eu poderia passar por tudo ilesa, mas isso não teria graça. Talvez se não fossem as minhas quedas eu não teria feito esse blog, eu não estaria aqui contando metaforicamente tudo o que aconteceu comigo, e como eu fiz/faço pra me reerguer. Eu não teria historia, por mais tristes são reais, por mais insanas eu as vivi, por mais tediosas, apaixonadas, revoltadas, era eu ali e sou eu aqui.
Tudo o que você faz, fala, vive, se torna você, mostra quem você é, vira parte da sua identidade e do que você é capaz, em qualquer situação.
Noite
Sou da noite, roupa preta, olhos negros. O clarão da lua me chama, me encanta. Não poderia passar a noite dentro de casa, assim como passo na luz do dia, isso seria ilegal dentro das minhas leias. Eu faço minhas leis, eu digo o que é certo ou errado pra mim. Não ligo de andar sozinha, o que eu quero é andar, conhecer, viajar, viajar por ai e viajar em mim. Nunca conheci alguém que me acompanhasse, alguém que tivesse a mesma vontade que eu, talvez ate tivesse, mas nunca na mesma intensidade. Eu sou intensa, cabeça dura, persistente, irresponsável.
Muito ja liguei para o que todos diziam, e nunca ganhei nada com isso. Falam do meu modo de agir, de ver as coisas, mas ninguém sabe realmente o que eu verdadeiramente estou vendo, chega a ser engraçado, porque se eu dissesse a cada um desses inúteis o que eles representam pra mim, seria a mesma coisa que ficar calada. O titulo do meu blog não poderia ser outro, Batimentos Cardíacos, estou viva, nervos a flor da pele, estou quente.
Eu gosto do agito, mas não gosto de muvuca, estar com qualquer um. Já falaram coisas que eu fiz, muitas e milhares de vezes coisas que eu não fiz, pra me atingir, pra me deixar abater, mas eu estou aqui, levando fama boa ou ruim é de mim que estão falando, isso é só mais uma das provas que eu estou viva e não passando despercebida. De alguma forma eu causo algum impacto nas pessoas, ao qual, as obrigam falar das minhas atitudes, as quais eu tomo simplesmente não pensando em ninguém.
Muito ja liguei para o que todos diziam, e nunca ganhei nada com isso. Falam do meu modo de agir, de ver as coisas, mas ninguém sabe realmente o que eu verdadeiramente estou vendo, chega a ser engraçado, porque se eu dissesse a cada um desses inúteis o que eles representam pra mim, seria a mesma coisa que ficar calada. O titulo do meu blog não poderia ser outro, Batimentos Cardíacos, estou viva, nervos a flor da pele, estou quente.
Eu gosto do agito, mas não gosto de muvuca, estar com qualquer um. Já falaram coisas que eu fiz, muitas e milhares de vezes coisas que eu não fiz, pra me atingir, pra me deixar abater, mas eu estou aqui, levando fama boa ou ruim é de mim que estão falando, isso é só mais uma das provas que eu estou viva e não passando despercebida. De alguma forma eu causo algum impacto nas pessoas, ao qual, as obrigam falar das minhas atitudes, as quais eu tomo simplesmente não pensando em ninguém.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Ficar sentada na areia a beira mar vendo as ondas indo e vindo foi maravilhoso. O barquinho fazendo o convite no meio do mar a noite, o vento e as ondas, tudo isso depois de um dia agitado. Foi o casamento da minha tia mais nova e mais doida, foi perfeito, foi bom ver ela linda, feliz e casando. Pra falar a verdade eu não gosto de casamento, ja gostei, ja sonhei, e, TUDO deu em nada. Casamento me faz viajar dentro de um mundo que eu quero esquecer, me faz olhar e me ver, como poderia ter sido e continuar sendo, mas não foi, não é.
Primeiro casamento que eu não chorei, não me passou emoção, apesar de tudo estar muito lindo, não me passou verdade, mesmo com os votos e as juras de amor, apenas não me passou nada.
Estou de volta a selva de pedra, literalmente. Não gosto daqui, das pessoas e o que elas me trazem, são contaveis as pessoas aqui que são verdadeiramente 'pessoas', e eu não gosto dessa sensação de inquietude, de desconfiança em todos os passos que eu dou. No mar, ali, andando na areia eu me vi, me deixei levar, sem medo, sozinha, na companhia do mar e pra mim não me faltava mais nada, eu estava bem, respirava ar puro, ouvia as verdades que o mar tinha pra me falar, ouvia as verdades que 'eu' tinha pra me falar, eu estava leve.
Quero voltar.
Primeiro casamento que eu não chorei, não me passou emoção, apesar de tudo estar muito lindo, não me passou verdade, mesmo com os votos e as juras de amor, apenas não me passou nada.
Estou de volta a selva de pedra, literalmente. Não gosto daqui, das pessoas e o que elas me trazem, são contaveis as pessoas aqui que são verdadeiramente 'pessoas', e eu não gosto dessa sensação de inquietude, de desconfiança em todos os passos que eu dou. No mar, ali, andando na areia eu me vi, me deixei levar, sem medo, sozinha, na companhia do mar e pra mim não me faltava mais nada, eu estava bem, respirava ar puro, ouvia as verdades que o mar tinha pra me falar, ouvia as verdades que 'eu' tinha pra me falar, eu estava leve.
Quero voltar.
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