quinta-feira, 28 de abril de 2011

Utopia

nas manhas de domingo o cachorro subia na cama, era impossivel não acordar com o seu odor horrivel. Nós levantávamos e tinha nescessidades dele por toda a casa, isso quando ele não dava suas crises de epilepsia. Parece triste, mas era real. A carne queimando na churrasqueira, um bando de gente falsa reunida. O bigode grande com manchas queimadas de cigarro, mas isso era ate bom e engraçado ver, dele pelo menos eu gostava. A festa falsa, onde todo mundo fingia ser amigo, e todo mundo na verdade se odiava. A risada dela soava como um grunhido no meu ouvido, como era falsa, como era mesquinha. No meio disso tudo ali eu estava, observando, me adaptando com a hipocrisia familiar. Um povo que podia ter tudo, mas ao meu ver não tinha nada. Como sempre eu encruada no meu canto. Não puxava assunto. Não tinha assunto. Meu viver naquela casa foi pacificamente trancada dentro daquele quarto, onde comportava varias coisas ate que interessantes. O suporte de incenso, o espelho rachado, os livros do Paulo Coelho, as roupas de travestis e a janela que dava direto pra lua. Por diversas vezes me peguei ali, naquela janela, a salvação. A ex amiga amante, a familia dela, era presença constante na casa. A casa parecia mais um centro de tortura. Ela continua la, acolhendo iguais, mas eu não faço mais parte disso! Acabou!

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