sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Me encontro em cada lugar quente que eu posso me sentir segura. Passageira assim como as chuvas de verão. Dançando infinitamente, gozando do sabor doce que a vida tem, conhecendo corpos com linhas diferentes, inadequadas, as vezes sujas, mas eu continuo dançando.
O que seria da vida sem um pouco de insanidade, sem falta do puro e bom senso, de quem as pessoas falariam, se igualariam ou rezariam.
Eu estou meio a pernilongos que dançam no verão, eu sou sangue quente e doce no degustar deles. Faço vida ate a quem eu não gosto e me faz doer.
Eu não preciso me deitar, o sono faz as coisas ficarem irreais, eu gosto das sextas, das musicas insurnantes, das pessoas de cabeças ocas que divertem o fim de semana, de mim curtindo uma ressaca e cantando sem poder.. eu gosto de mim e da vida que escolhi.. porque não?
O simples foge aos olhos, falta ao coração e transborda. Tudo que as pessoas querem e tem e não podem domar. Eu não espero algo a domar e sim algo que me acompanhe, que goste, que segure minha mão e sinta toda a vibração que tenho aqui guardada. Eu explodo, mas não posso transparecer, seria testosterona demais, talvez exagerada.. mas quem disse que não sou assim?! Eu digo. Quero tudo, demais, e, ao mesmo tempo nada, quero o simples a mais, os sorrisos, as pingas baratas, os tetos desconhecidos. Quero o passado presente, os corações humildes e os abraços sinceros. Quero você segurando a minha mão, quero você como um pássaro liberto, quero você sorrindo pra mim...
Talvez eles só quisessem atenção de quem não entendia um coração vadio!
O novo e o velho, tudo em mim. Eu não falo todas as línguas, não entendo todas as pessoas, mas eu sempre estou aqui, voluntariamente. Eu estarei aqui, ali ou la. Eu não preciso entender pra gostar, eu não preciso gostar para estar.. eu apenas estou. Fazendo presença e coração aonde quer que esteja., serei sempre sorriso e carinho, para qualquer coração aberto.. assim como o meu. Eu não sei porque a meio espinhos eu ainda danço, danço neles, sobre eles. Estou escrevendo no livro da vida a cada olhar aberto, toda vez que meus braços se abrem a alguém eu sinto o vento da vida, me sinto viva. Fechada para a ocasião, aberta para o talvez, sinto o novo sem deixar o velho. Eu não preciso entender, talvez nunca entenderei, mas sempre sentirei.. enquanto houver um lugar novo parar amar, meu coração estará lá. E, eu não preciso entender.
Laços seguros e o poder da liberdade. Nós desatados!
O amor une as pessoas, o que separa é o esquecimento de que ele existe!
O calor do corpo atrai pessoas, olhares, toque. O beijo verdadeiro sela proximidade, o suspiro exato, quente e ofegante assegura o próximo encontro.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Exercícios.


Muitas vezes eu areditei em tudo que meus olhos me mostraram, acreditei nas portas pequenas, redondas e escuras que carregamos naturalmente, ou não.
Uma dádiva ou um castigo? O que se vê nem sempre é o que se precisa, talvez tenhamos que sentir mais, tocar mais, aquecer mais.
Uma aparência digna de elogios, um interior que sangra e, é digno de pena, o que escolher?
O corpo no mais execulta apenas exercícios.. respirar, andar, se foder.
E no silêncio da sua dor, aquilo onde ninguém pode ver, tocar, abraçar, é onde você fica sozinha, em um quadrado seguro, e a sós com a sua alma.
É assim comigo, com você que lê e com todo o resto.

Eu mato um leão por dia pra me manter viva.



Cubo.



Estamos no mesmo mundo, submundo paralelo de nós mesmos.
Quero a sentença liberta de poder amar você!
Um cubo sem gelo, frio e derretendo, como gladiadores esperando a morte do leão, eu esperei...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Zerado.

Primeiro passo, se desgarre do talvez, dos poemas, dele, e, até mesmo de você. Zera tudo. Pule, corra, pise, passe por cima, não existe, nunca existiu. Mentaliza que o que te feriu já foi apagado, finja que você tem o dom da cura, cura sua alma e ate mesmo o seu coração. Aliança, afeto, segredo. O segundo passo? Você fazendo o primeiro consequentemente terá o segundo, o terceiro e assim sucessivamente. Eu precisei me desgarrar das músicas oferecidas em mini telas virtuais, me desligar dos encontros com falhas, dos bolos sem gosto, sem graça... Zerei.

O quarto!

A cena do quadrado meio pierrot guardado na mente, ficou só na mente, pertence só aquele diaNão teve cigarros, mas me sinto queimada por dentro. Os destroços do fim que te torna intacto no re-inicio do meio.
Triste não foi ver a loucura estampada, louco ele era, louca ela sabia ser. Triste foi ouvir que dentro da loucura não havia mais amor. Amor quente, doente, repetitivo, acabou. Tudo o que se viveu era dentro da loucura e foi loucura ate mesmo acreditar que havia amor. Amor? Ah, sim, eu me demito!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Hoje eu já não posso ir com você a qualquer lugar ...
Era meigo o modo como eu queria te amar. Era meiga a minha forma de te olhar, te abraçar, me aninhar, e, acreditar que tudo la fora não existia, apenas doces e algodoes. Eu fiz de você meu Romeu, me fiz de Cinderela para que me visse dormir e quisesse me acordar. É. Eu quis pintar no meu coração um amor de adolescente com quem ja estava muito a frente, não soube lidar, não quis, perdeu.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Os meninos das Padarias.

Andei analisando esses dias tudo, todos, o lado, ao redor, e, um dia me peguei olhando fixamente para um menino de rua, sujo, com olhar indecifrável em uma padaria. Sempre ando correndo, com pressa demais pra reparar nos detalhes, nos detalhes que não deviam ser, e, sim prioridades!
Não ando me comovendo com muita coisa, acho que ate mesmo com nada, mas pessoas, alias semi-pessoas, crianças, não, mal-formadas em portas de padarias mendigando pão, isso quando me dei tempo pra ver me chocou!
Eu quero mas tenho a realidade negra dentro de mim que não posso fazer nada. Existem as pessoas que a gente acredita que faz, que pode, mas é só sair nas ruas olhando e reparando e ver que as mesmas não fazem nada e que além de um governo imundo ainda estão nos levando a miséria. A fome de Pão!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Te afeto!
Pode ser assim, desde que seja verdadeiro. Hoje não estou num dia muito propício pra falar de sentimentos, ate porque o que eu falar hoje pode ser triste demais aos olhos de quem lê. Sabe aquele dia que não é? Então, é hoje. Fora de foco, opaca, beje, cinza. Estou com vontade de nada, apenas de me aninhar em minha cama e ficar la por um bom e indeterminado tempo. Não estou de bode, mas posso ficar. Eu não ligo se vem bonito, perfeito, no auge da moda, só precisa ser pra mim, querer que seja assim. Eu cavo e sei que um dia eu vou achar, e se não achar dane-se.. tenho a mim.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Clarisse sabe que a loucura está presente...


E sente a essência estranha do que é a morte..

No que devemos nos permitir a acreditar... sem doer?
Fé, força e equilíbrio. Todos temos uma âncora, em nós, nos outros, na vida, na morte. Cabeça reta, feita, preenchida. Apoio!
Ensinou que a vodk não foi feita só pra fermentar. Ela gera sorrisos, coragem e mostrou que a lucidez é uma merda, e, então se amaram!
Ela então aceitou seu jeito de menino e quis te mostrar o outro lado. O lado que a sua janela da insegurança não o deixava ver. Viver, apenas viver e sentir. Não criando laços de momento, pois eles podem se soltar sozinhos se não forem atados com firmeza. Ela não sente pressa, também não sente vontade de deixa-lo pra la, ela esta caminhando e esta se saindo bem. A indiferença dela causa duvidas estampadas na testa dele, mas a indiferença é só uma questão de proteção. Não se fechar e nem se abrir. As atitudes diz claramente o que a boca esconde. Ela foi, ela quis, ela gostou. Pronto. Não precisa mais que isso, não precisam de palavras, palavras alimentam a alma e por enquanto o que ela quer é pele. Se aninhou no seu corpo quente, sem sobra de carne nos lugares exatos e adormeceu.
Meu corpo e minha alma andam em sintonia. Um manda e o outro responde. Eu sinto, eu vejo, somos dois, somos um.

Controlling my feelings for too long ...

Complexo.

Ruivo, alto, sonhador, bobo, músico, indeciso, mal bebe. Morena, média, sonhadora, indiferente, bebe muito. Características essas que por algum motivo desconhecido o mundo da internet os ligou. Corações livres e presos, eles se queriam, mas tinham fidelidade a quem estavam desde o inicio. Um encontro nada casual, bar, cerveja, apenas um beijo e um salto para o ônibus que ja estava em cima do seu horário de partida. Muito tempo se passou e por tudo ou nada eles mal se falavam, mas ainda se falavam. A vida como um todo deu uma reviravolta, e mais uma vez eles se encontraram, desajeitados, sem saber porque, mas o destino os lançou de frente, de novo. Dessa vez ela o via como antes, as mesmas incertezas, o mesmo coração, mas se entregou. Não sabia do tempo e nem da intensidade, apenas do agora. Se o mundo desabasse amanhã ela saberia que por algum motivo era pra ter sido assim, e foi.
Cansada dessa mentira disfarçada em palhaçada. Ando cansada de tanta coisa que as vezes acredito que eu cansei de mim. Lendo um livro comprado no interior pra sugar algo de bom, de novo, mas o livro é mais confuso, lunático, insano que eu mesma posso ser. Foi de primeira, bati o olho no cartaz de promoção do mercado e o vi no meio de milhares, mercado esse onde eu estava para comprar qualquer garrafa alcoólica e me entorpecer dentro dela com meus amigos. O comprei pra sair da minha própria mente e ele me lançou ainda mais dentro dela. O êxito de ser capaz, bom, de estar la, não me diz muita coisa, agora eu sou o que eu for na hora. Exata!