terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Dois dias.


Ela e ele não tinham nada haver. Ele com suas gírias exageradas, com seu visual roots, e; ela com suas roupas pretas, seu batom vermelho e um vocabulário quase que correto. O combinado era se jogarem pela noite afora em um bar qualquer, sairam da rede e foram para o encontro real. Ela o arrastou para sua zona de conforto.. um rock bar. Ao qual, obviamente, ele ficou todo deslocado. Mas permaneceu ali, por ela. Queria conquista-la, mesmo que durasse apenas aquela noite. Uma noite e já bastou para rolar ciúmes, umas pequenas brigas e conversas de se verem de novo. Ela ficou bêbada e com medo, porque, por mais intenso que estava sendo aquele momento, ela ainda não o conhecia, era apenas um rosto que saiu da tela do seu computador e estava ali presente na frente dela, em realidade. Uns amigos que estavam passando pela mesma situação que eles, decidiram se jogar pelo mundo e se conhecerem ainda mais, ela então acreditou na promessa dele, que cuidaria do alcool em sua cabeça, e aceitou ir a sua casa. Quando chegaram ela já foi logo direta; e deixou clara suas intenções, intenções essas que não eram de desvendar seu corpo naquele dia, naquele momento.. mesmo não sabendo se haveria mais momentos como aquele. Mas ela preferiu não arriscar. Ele prendeu os cabelos dela com sua pulseira de pano de reggae, ao qual tirou quando viu que ela estava tão desnorteada pelo alcool, ao ponto de o próprio cabelo chegar a irrita-la. E assim, dormiram abraçados, como se estivessem firmes em uma relação, forte, verdadeira.. e não em apenas algumas horas. No dia seguinte, ela acorda e grita, assustada. Tinha esquecido onde estava, porque estava ali, acordou em uma manha de sábado, achando que era sexta e com medo de ter perdido seu horário habitual de trabalho. Ele assustou junto ao grito dela, mas a acalmou, centralizou ela da situação, a colocou em seu braço e a pôs de volta a dormir.

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